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DIÁSTASE DESVENDADA

Em entrevista recente, a cantora Sandy trouxe à tona um problema que enfrentou durante a gravidez, a diástase. A patologia não é comum e atinge apenas 5% das gestantes, por isso é pouco conhecida entre as mulheres. Trata-se de um afastamento dos músculos do abdome. O organismo feminino prepara o corpo para a gestação, e o aumento da parede abdominal nesse período faz com que ocorra esse afastamento.

A condição não está ligada ao tipo de parto realizado e atinge parte das mulheres no pós-parto. Ela pode surgir em função de uma fragilidade da parede abdominal. Devido à grande distensão do abdome, como consequência do crescimento uterino, a linha que une os músculos em sua parte central pode não resistir e começar a se romper, provocando um afastamento gradual das bordas dos músculos retos abdominais.

O espaço entre as bordas musculares pode ter de 1 a 10 cm de distância. O limite para ser considerado como saudável ou aceitável é de até 2 cm. E a tendência à formação de hérnias na parede abdominal aumenta gradativamente também. Após a gravidez, a diástase não some ou regride espontaneamente, pois já há uma lesão anatômica. Com exercícios físicos para enrijecimento da parede abdominal e fortalecimento da musculatura reto abdominal, é possível obter algum grau de melhora. Mas, nos casos em que a diástase é grande e/ou em que a musculatura é muito frágil e atrofiada, apenas a correção através de cirurgia pode ser eficaz, inclusive para o tratamento de eventuais hérnias da parede abdominal.

Os fatores que podem levar ao surgimento da diástase são: grau de distensão do abdome; grau de resistência da parede abdominal; qualidade da musculatura abdominal; hereditariedade; e atrofia muscular. Portanto, a prática regular de exercícios físicos pode ajudar a minimizar os efeitos da alteração muscular provocada pela gravidez. Alimentação balanceada e atenção à postura correta ao se sentar e caminhar também são formas de evitar o problema.