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Endometriose: causas, sintomas e formas de tratamento

Aproximadamente 80% das mulheres são acometidas de sintomas pré-menstruais, que podem variar de leves a graves. A dor em cólica durante o período menstrual atinge 15% a 50% das mulheres jovens, e pode ocorrer em associação com outros sintomas como náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal (diarréia ou prisão de ventre), cansaço, tontura, sensação de peso nas pernas, dor de cabeça entre outros. Mas em geral, sejam os sintomas leves ou intensos, eles são limitados e desaparecem após o término da menstruação. Há situações, entretanto, em que as cólicas são intensas a ponto de interferem na qualidade de vida da mulher. Nesses casos, a avaliação médica é fundamental, pois doenças como a endometriose podem ser encontradas. Se as cólicas são persistentes ou se há piora progressiva, há necessidade de buscar avaliação e tratamento.

Há vários tratamentos disponíveis, mas somente uma avaliação ginecológica será capaz de determinar a melhor abordagem para cada caso.

Mas o que é, exatamente, a Endometriose? Quais as causas?

A Endometriose é uma doença benigna que afeta até 10% das mulheres em idade reprodutiva e se manifesta, principalmente, por dor pélvica e dificuldade para engravidar. A doença caracteriza-se pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) na pelve. Esse tecido, que cresce em ambiente impróprio, pode se multiplicar, sangrar e causas os mais diversos sintomas.

Acredita-se que múltiplos elementos se combinem para gerar a doença, havendo interação de fatores mecânicos, genéticos, imunológicos, endócrinos e ambientais. É possível que diferentes formas de endometriose (ovariana/ intestinal) tenham causas distintas. Os mecanismos que resultam no desenvolvimento da endometriose ainda não foram esclarecidos. A doença representa um desafio para médicos e pacientes em vista da dificuldade diagnóstica e dos tratamentos ineficazes que comprometem a qualidade de vida das mulheres.

Quais são os principais sintomas da doença?

É importante salientar que algumas mulheres não apresentam sintomas – cerca de 25%. A dor pélvica, entretanto, é um sintoma muito comum e suas características podem variar. Cólicas menstruais são frequentes, mas outros tipos de dor pélvica, não relacionadas ao ciclo menstrual, também podem ocorrer, inclusive durante o ato sexual e ao evacuar ou urinar. A piora da dor durante o período menstrual também é um alerta para a possibilidade de endometriose.

É importante lembrar que outras causas de dor pélvica podem estar presentes como alterações intestinais, ortopédicas e urinárias que devem ser identificadas e tratadas.

A infertilidade é outra condição associada à endometriose, embora nem toda mulher com endometriose seja infértil. Entre as inférteis, entretanto, até 50% das mulheres são acometidas pela doença.

Como diagnosticar a endometriose?

Infelizmente, não é raro ouvir de nossas pacientes o fato de terem passado por vários médicos até o diagnóstico definitivo de endometriose. Muitas vezes, o diagnóstico da doença é um desafio para o profissional, pois os sintomas podem ser bastante inespecíficos, o que leva ao atraso na identificação. Em 25% dos casos, a doença é silenciosa, ou seja, não há presente qualquer sintoma da doença. Em outros, dor pélvica, cólicas menstruais e dor durante a relação sexual (dispareunia) ainda podem se sobreposição com outras causas de dor pélvica como a constipação intestinal e problemas ortopédicos. Em todos os casos, a avaliação médica é fundamental para diagnóstico.

A suspeita pode surgir durante a consulta médica, a partir dos sintomas da paciente, e após o exame clínico ginecológico. A ultrassonografia pélvica e transvaginal (USTV) com preparo intestinal e a ressonância magnética (RM) com protocolos especializados são os principais métodos por imagem para detecção e estadiamento da endometriose. Devem, todavia, ser realizados por profissionais com experiência nesse diagnóstico. A videolaparoscopia com biópsia dos focos fica reservada para casos específicos após avaliação especializada. A primeira recomendação é a de sempre conversar com seu médico. Há várias opções de tratamento.

Quando o tratamento cirúrgico da endometriose é indicado?

A decisão sobre a realização de tratamento clínico ou cirúrgico depende dos sintomas apresentados, assim como do desejo reprodutivo, da idade da paciente e das características das lesões (localização e gravidade da doença). Em casos de cirurgia, a avaliação pré-operatória cuidadosa permite a determinação dos locais de doença, o que possibilita que possíveis dificuldades cirúrgicas e eventuais complicações intraoperatórias sejam antecipadas.

O objetivo da cirurgia é remover todos os focos visíveis e/ou palpáveis de endometriose em uma única cirurgia (one shot surgery) melhorando a dor, a qualidade de vida e a fertilidade da mulher.

O tratamento cirúrgico da endometriose deve ser preferencialmente conservador, ou seja, os implantes da doença devem ser tratados de tal modo que os órgãos reprodutivos (útero e ovários) permaneçam preservados.

O diagnóstico definitivo e padrão-ouro da endometriose é a videolaparoscopia com biópsia e confirmação por biópsia. A superioridade da laparoscopia (cirurgia por vídeo) em relação à laparotomia (cirurgia de barriga aberta) na endometriose é confirmada por vários estudos e a laparoscopia é realizada, sempre que disponível, na maioria dos procedimentos para o diagnóstico e tratamento, independentemente do grau de severidade da doença, pois permite recuperação mais rápida, menor tempo de internação, melhor resultado estético, menores índices de dor pós-operatória e permite a ampliação visual das lesões.

E em casos de Endometriose Profunda Infiltrativa? O melhor é a cirurgia ou o tratamento medicamentoso?

A Endometriose Profunda Infiltrativa (EPI) é uma forma especial de endometriose que apresenta forte associação com a dor pélvica e com a dispareunia (dor durante a relação sexual), o que pode comprometer gravemente a qualidade de vida e a vida sexual das mulheres, assim como causar infertilidade. Além disso, pode acometer o trato urinário e os intestinos. As opções de tratamento incluem a suspensão da menstruação através do uso de medicação hormonal: pílula combinada ou de progesterona, implante hormonal ou DIU medicado (Mirena©) e a remoção cirúrgica das lesões. A avaliação individualizada é fundamental, pois o objetivo principal deve ser o alívio dos sintomas e a melhora da qualidade de vida. A doença é crônica e não há cura definitiva. Dessa forma, os tratamentos não-cirúrgicos devem ser maximizados para evitar operações repetidas que, não necessariamente, produzem alívio da dor. Outras causas de dor como a constipação intestinal e a síndrome do intestino irritável também devem ser avaliadas e tratadas.

Quais são os tratamentos disponíveis para mulheres inférteis com endometriose?

Há várias opções disponíveis. Em vista da falta de consenso na literatura médica sobre o melhor tratamento da infertilidade em mulheres com endometriose, a abordagem deve ser individualizada levando-se em conta a idade da mulher e o tempo de infertilidade, além da existência de outros cofatores (infertilidade masculina ou tratamentos anteriores). O tratamento medicamentoso não está indicado em casos de infertilidade, pois resulta em suspensão da menstruação e, consequentemente, impossibilita a ocorrência de gravidez.

As taxas de gravidez dependem de inúmeros fatores como tipo de medicação usada na indução, resposta à medicação, presença de fatores associados, sendo a idade da mulher o principal deles. As taxas de sucesso reduzem gradativamente após os 35 anos. A avaliação individualizada deve ser realizada. O especialista em infertilidade deve informar ao casal sobre as modalidades de tratamento existentes e seus respectivos benefícios, custos e riscos.

Os tratamentos disponíveis são:

  • Cirurgia (vídeolaparoscopia) para remoção das lesões e correção de alterações nas tubas uterinas (trompas);
  • Inseminação intrauterina (IIU): Trata-se de um dos métodos mais simples de reprodução assistida. Para a realização da IIU é necessário que as trompas estejam desobstruídas e o espermograma não apresente alterações importantes. Na IIU, a fertilização (encontro do óvulo com o espermatozoide) ocorre dentro do trato reprodutivo feminino;
  • Fertilização in vitro (FIV): também conhecida popularmente como “bebê de proveta”, é um procedimento mais complexo que requer estimulação dos ovários e coleta dos óvulos. Neste caso, o processo de fertilização (a fecundação do óvulo pelo espermatozoide) ocorre no laboratório e os embriões obtidos são transferidos de volta para a cavidade uterina.

Dra Márcia Mendonça Carneiro, membro do Comitê de Endometriose da
Associação de Ginecologistas e Obstetras de MG | Sogimig

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26 de abril – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Sabia que a hipertensão arterial é mais presente entre mulheres? E mais: em onze anos, o diagnóstico médico para a doença aumentou na população adulta das capitais brasileiras e do Distrito Federal. Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados em 2018 pelo Ministério da Saúde. De acordo com o estudo, cerca de 25% da população brasileira é portadora da doença e, do total, 26,4% corresponde ao público feminino, contra 21,7% da doença presente nos homens. E sim, mulheres hipertensas fazem parte do grupo de risco para Covid-19, o novo coronavírus. 

O dia 26 de abril marca o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, instituído por lei em 2002. O objetivo, como o próprio nome já diz, é conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do controle da doença. 

O que é, exatamente, a hipertensão arterial?

Conforme o próprio Ministério da Saúde explica, a hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. A hipertensão arterial acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou, popularmente falando, 14 por 9). A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. 

Quais as principais causas da doença?

Entre os principais fatores que podem levar à hipertensão estão o sobrepeso e obesidade, a má alimentação – especialmente o alto consumo de sal, o sedentarismo, o tabagismo e, ainda, o fator hereditário (indivíduos com pais hipertensões têm 30% de chances de também serem hipertensos).

E os principais sintomas?

São, principalmente, a dor de cabeça, dor na nuca, tonturas, enjoos e falta de ar.

E sobre tratamento, quais as orientações?

Primeiro, vamos falar de prevenção! É fundamental adotar hábitos saudáveis – e isso vale para tudo, como a prática de atividade física regular e uma alimentação saudável, com baixo teor de sal. Quanto ao tratamento, é manter a pressão arterial controlada por meio de medicamentos. Nesse sentido, o acompanhamento médico regular é fundamental. Seu ginecologista/obstetra pode orientá-la.

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Covid-19 | Orientações para gestantes e puérperas

Atento ao cenário de risco de contágio pelo novo coronavírus, Covid-19, e aos cuidados especiais necessários às gestantes e puérperas, a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais preparou um guia baseado em perguntas enviadas por gestantes que estão passando por este momento de pandemia. As respostas são fruto de pesquisas atuais, que podem ser atualizadas à medida que avançam os estudos sobre o Covid-19.

As perguntas/respostas estão divididas em 4 temáticas principais:

  • Covid-19 e a ROTINA DA GESTAÇÃO
  • Covid-19 e o FETO
  • Covid-19 e o PARTO
  • Covid-19 e o PÓS-PARTO

ACESSE AQUI o guia completo!

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Covid-19 | 10 dicas de prevenção para mulheres na maturidade

O coronavirus Covid-19 ainda é novo, mas é fato que pessoas acima de 60 anos são um grupo de risco. As mulheres nessa faixa etária, portanto, são foco de atenção em relação aos cuidados especiais contra o contágio, bem como tratamento, quando necessário.

Neste contexto, compartilhamos abaixo as 10 principais dicas de prevenção com foco nas mulheres na fase da maturidade. A lista foi especialmente elencada pela presidente do Comitê de Climatério da Associação de Ginecologistas e Obstetras de MG, Dra. Ana Lúcia Ribeiro Valadares.

Fique atenta!

  1. Respeite as medidas de confinamento. Isso é absolutamente necessário na luta contra o vírus. Esse isolamento poderá, potencialmente, durar mais tempo para o grupo de maior risco.
  1. Mantenha cuidados comportamentais e higiênicos básicos para evitar contaminação. Entre eles, são obrigatórios evitar contato físico, manter distância de 1,5 m em filas imprecindíveis e higienização constante das mãos.
  1. Cancele consultas médicas não essenciais. Recomenda-se que, durante o período de confinamento, se cancelem as consultas, principalmente as de rotina. Pacientes com problemas que requerem acompanhamento regular podem usar sessões de telemedicina, se disponíveis. Isso geralmente poderá preencher a lacuna de manter as condições de saúde sob controle. Este será o caso de pacientes com demência, doença de Parkinson, problemas cardíacos e diabete, entre outros.
  1. Imunize-se contra gripe e pneumonia. Embora a vacina contra a gripe não proteja contra o Covid-19, a imunização para gripe e pneumonia bacteriana é fundamental. Pode diminuir o aparecimento dessas doenças e a consequente sobrecarga do sistema de saúde.
  1. Mantenha terapia hormonal da menopausa (THM). Ressalta-se que, pacientes em uso de terapia hormonal da menopausa, não devem interromper o procedimento. O tratamento é frequentemente fundamental para controlar sintomas de menopausa muitas vezes difíceis. Isso é particularmente relevante na atual crise, devido ao estresse adicional que grande parte das mulheres pode estar vivenciando.
  1. Reforce condutas na asma. A asma não parece ser um fator de risco importante para a aquisição de Covid-19. No entanto, se mal controlada, pode levar a um curso mais complicado da doença para mulheres com Covid-19. No tratamento, a inalação de medicamentos pode melhorar a eficácia.
  1. Mantenha vida saudável. Embora o distanciamento social possa afetar as rotinas de vida, deve-se enfatizar a importância de manter bons hábitos, incluindo sono suficiente, alimentação saudável e exercícios. Sem dúvida, o exercício físico pode ser benéfico no combate aos efeitos do coronavírus. Pode ajudar a aumentar as funções imunológicas do corpo, diminuir a inflamação e ter benefícios mentais e emocionais. Existem vários programas de atividade física na internet que podem ser feitos dentro de casa como yoga, alongamentos e dança. A bicicleta e corrida estacionária também são uma opção. No entanto, os limites de cada pessoa têm de ser respeitados. A alimentação deve ser rica em frutas, verduras e carnes brancas. Evitar frituras e doces.
  1. Reforce rotinas. É fundamental. Os hobbies de absorção mental, como artesanato, jardinagem e/ou leitura, são uma estratégia, consagrada pelo tempo, para lidar com o auto-isolamento. Afinal, de acordo com a psicologia da sobrevivência, executar ações gerenciáveis e dirigidas com um objetivo é crucial na crise.
  1. Conectar-se com amigos e entes queridos por meio de bate-papo por vídeo, telefonemas, mensagens de texto e/ou e-mail. Isso ajuda a sentir a força das conexões mesmo de longe.
  1. Procure somente fontes de informações médicas confiáveis evitando, assim, desgastes com falsas notícias.

 

 

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Cresce uso abusivo de bebida alcoólica entre as mulheres

O uso abusivo de bebida alcoólica cresceu entre as mulheres, segundo dados inéditos divulgados pelo Ministério da Saúde em julho do último ano. O aumento foi de 11% no período de 2006 a 2018, especialmente em mulheres com idades entre 18 e 24 anos. Os números são preocupantes e acendem o alerta para consequências graves na saúde. Destaque para o aumento nas chances de desenvolver o Câncer de Mama e os impactos no desenvolvimento do feto, no caso das gestantes.

Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018. O aumento do consumo do álcool entre mulheres é atribuído ao fato de estarem mais presentes no mercado de trabalho e com vida social mais ativa.

O Ministério da Saúde considera ‘uso abusivo de álcool’ a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres e cinco ou mais doses de bebidas alcoólicas entre os homens, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias. Apesar do parâmetro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que não existe volume seguro de álcool a ser consumido: ele é tóxico para o organismo humano, pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, problemas hepáticos, alterações cardiovasculares e diminuição de imunidade.

 

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Pensando em engravidar? Planeje-se!

O pré-natal é fundamental para prevenir problemas na gestação. Mas você conhece o acompanhamento pré-gestacional? É raro encontrar quem comece um acompanhamento médico antes mesmo de conceber a criança, mas acredite:  melhor preparar o corpo antes de engravidar. A paciente deve procurar um médico e submeter-se ao exame ginecológico e outros complementares para avaliar as condições de seu organismo.

Este momento também é uma ótima oportunidade para já conhecer melhor um profissional que poderá acompanhar seu pré-natal e até ser responsável pelo parto, no caso de um ginecologista obstetra. Aproveite a fase para tirar todas as suas dúvidas.

Entre os exames ginecológicos solicitados pelo médico está a análise de fatores que possam gerar dificuldades de ter um bebê, como menstruação irregular ou histórico de doença infecciosa e de cirurgias para endometriose. É importante também que o homem verifique a qualidade e quantidade de espermatozoides por meio de um espermograma. Assim, pode-se detectar algum obstáculo para a concepção e já tentar saná-lo desde o início.

Nessa primeira conversa, a futura gestante também pode relatar seu histórico de saúde geral, como a existência de alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, asma, etc) ou mesmo um histórico familiar. Normalmente, ter esse tipo de quadro pode trazer diversas complicações durante a gestação. Esses fatores aumentam os riscos de óbito, aborto, parto prematuro e eclampsia – por isso essas mulheres precisam ser acompanhadas de perto. Além disso, é verificada a tabela de vacinação e a mulher pode conferir se está devidamente blindada contra doenças como a rubéola, que causa diversas malformações fetais graves e pode ser evitada com uma simples vacina.

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No mês de luta contra a aids, saiba mais sobre a doença na gravidez

É obrigatório por lei que toda gestante faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas do pré-natal. Se negativo, o teste é repetido no terceiro trimestre de gestação. Tendo descoberto a presença do vírus no pré-natal ou antes dele, a gestante segue com os exames normais, como ultrassonografias periódicas. A menos que tenha uma condição que indique gravidez de risco associada, como descolamento de placenta. Nesse caso, terá de ser acompanhada também por um infectologista.

Se a mulher já sabe que tem HIV, deve procurar seu infectologista assim que descobrir a gravidez. Ela tem de continuar tomando os medicamentos nas mesmas dosagens e frequência. Entretanto, existem alguns remédios contraindicados na gravidez. Caso ela ainda não seja acompanhada por um infectologista, é hora de começar

Descobriu durante a gestação?

Outro ponto importante do quadro de ocorrências de HIV atualmente são as particularidades do contágio. Muitas vezes as mulheres pegam o vírus do companheiro e só descobrem no momento da gestação. Por lei, o companheiro tem de avisar o outro de que tem o vírus.

Realizados o acolhimento e a orientação da gestante, é preciso se certificar de que a gravidez correrá normalmente e de que o bebê não será contaminado. Para isso, é feita a negativação da carga viral da mulher. Quanto menor for essa carga, menor o risco de contaminação da criança. O Ministério da Saúde preconiza que seja de, no máximo, mil cópias do vírus por mililitro de sangue.

Existem atualmente vários tipos de medicação que fazem o papel do famoso coquetel, e cada um deles é mais apropriado para determinada pessoa. A carga viral é baixada com medicamentos antirretrovirais que não tenham contraindicação para grávidas.

Por convenção do Ministério da Saúde, a medicação é administrada a partir da 14ª semana de gestação e mantida durante toda a gravidez. Caso a mulher já tome medicação antirretroviral liberada para gestantes, ela mantém até o fim da gestação. Alguns médicos recomendam que o tratamento com antirretrovirais seja iniciado a partir da 24ª semana de gestação, já que o segundo e o terceiro trimestre correspondem ao período com maior risco de contaminação. É preciso avaliar caso a caso e consultar o obstetra e o infectologista responsável pelo atendimento. Ainda não há consenso entre os médicos sobre a continuidade da medicação antirretroviral após o parto.

Contaminação na gravidez 

Se a contagem viral for mantida baixa com a medicação sendo tomada corretamente, é possível ter um bebê saudável. O exame de carga viral é feito periodicamente para acompanhar a evolução da paciente com a medicação. Os antirretrovirais agem rápido para baixar a carga viral. Alguns deles conseguem diminui-la drasticamente em poucas semanas.

Nesses casos, a gravidez é considerada de risco e deve ser acompanhada por dois médicos – um obstetra e um infectologista. Na prática, a gestante deve contar com um suporte global, com enfermeiras obstetras, nutricionista e psicólogo.

Evitando a contaminação durante o parto

A última contagem de carga viral é feita próximo ao parto, entre a 34ª e a 36ª semana de gestação. Em geral, o tipo de parto mais indicado para a mulher com HIV é a cesárea eletiva, feita cerca de dez dias antes da data prevista para que a mulher não entre em trabalho de parto. As contrações aumentam o bombeamento de sangue entre a placenta e o bebê, o que pode estimular a maior circulação do vírus. A ideia é que o bebê entre em contato o menos possível com o sangue e as secreções da mãe.

Se a mulher desejar o parto normal, poderá fazê-lo, contanto que a carga viral seja indetectável. Deve-se também evitar que a bolsa fique rota por mais de quatro horas, para que o bebê não tenha contato direto com as secreções da mãe; o uso de fórceps, que pode causar escoriações na cabeça do bebê, criando uma entrada para o vírus; e a episiotomia, que põe a criança em contato direto com o sangue da mãe.

A mulher recebe o antirretroviral injetável durante o parto. No caso da cesárea eletiva, ele é administrado a partir de quatro horas antes do parto até o nascimento. O bebê toma um xaropinho de antirretroviral desde o nascimento até a sexta semana de vida.

Amamentar pode?

Existem estudos que demonstram risco adicional de 7% a 22% de transmissão vertical por essa via. A gestante recebe medicação para inibição da lactação e o Ministério da Saúde fornece fórmula láctea infantil ao recém-nascido. Em alguns países da África a amamentação não é proibida porque existe um perigo maior do que a criança ser contaminada pelo HIV: ela pode morrer em decorrência de inanição ou contaminação por água com coliformes fecais.

Fonte: bebe.abril.com.br

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Diabetes gestacional

Caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, o diabetes gestacional pode trazer complicações à saúde da mulher e do bebê. Entre seus desdobramentos, estão prejuízos aos rins e hipertensão. A condição ocorre em aproximadamente 4% de todas as gestações.

Não se sabe ao certo por que o diabetes gestacional se desenvolve. Sabe-se que o diabetes normal acontece quando pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada (resistência à insulina). Seu corpo digere o alimento que você come para produzir açúcar (glicose) que entra em sua corrente sanguínea. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

Durante a gravidez, a placenta, que liga o seu bebê para seu suprimento de sangue, produz altos níveis de vários hormônios. Quase todos eles prejudicam a ação da insulina nas células, aumentando o nível de açúcar no sangue. Dessa forma, uma elevação modesta de açúcar no sangue após as refeições é normal durante a gravidez.

Conforme seu bebê cresce, a placenta produz mais e mais hormônios que atuam no bloqueio de insulina. No diabetes gestacional, os hormônios placentários provocam um aumento do açúcar no sangue em um nível que pode afetar o crescimento e o bem-estar do bebê. O diabetes gestacional geralmente se desenvolve durante a segunda metade da gravidez.

Geralmente, o diabetes gestacional se cura logo após o parto. Mas se você teve diabetes gestacional, você está em risco para o diabetes tipo 2. Dessa forma, é importante manter os cuidados e acompanhamento médico mesmo após ter o bebê.

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Você conhece o pré-natal masculino?

O mês de novembro é marcado pelos alertas sobre o cuidado com a saúde do homem. O chamado Novembro Azul chama a atenção principalmente para a prevenção do câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens. Por isso, pensando no público masculino, vamos falar sobre um tema desconhecido por muitos futuros papais: o pré-natal masculino.

A ideia de que o atendimento pré-natal é responsabilidade única da mulher, sem haver necessidade de participação do parceiro, é um dos fatores que reforçam o peso maior de cuidado dos filhos sobre as mulheres. Para combater essa desigualdade e fomentar a prática de uma paternidade ativa e cuidadora antes, durante e depois do nascimento do filho, além de prevenir doenças, o Ministério da Saúde normatizou o programa de pré-natal do homem.

A ideia geral da iniciativa é que o homem acompanhe a parceira nos exames de pré-natal da gestação e já aproveite para realizar os seus próprios check-ups. Entre os exames comuns do pré-natal masculino sugeridos pelo programa do Ministério da Saúde estão:

  • Exames de sangue completos para averiguar possíveis doenças crônicas, como diabetes ou doença falciforme, e controle do colesterol;
  • Fator Rh (antígeno presente no sangue) para comparar com o da mãe e checar se há riscos para o feto;
  • Aferição de Pressão Arterial para prevenção da hipertensão;
  • Verificação de peso e IMC – Índice de Massa Corporal;
  • Testes de DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a AIDS e a sífilis, que podem ser transmitidas da mãe para o feto e acarretar consequências graves;
  • Exames para detectar hepatites, principalmente os tipos mais perigosos (B e C).

 

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Preservação da fertilidade em mulheres com câncer de mama

O câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres e, em 2017, a American Cancer Society (ACS) estimou que haveria 252.710 casos de mama invasiva diagnosticados em s nos EUA e 40.610 mortes. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) esperava que entre 2014 e 2015 57120 novos casos de câncer de mama fossem diagnosticados. Os dados disponíveis mostram que uma em cada 8 mulheres desenvolverão câncer de mama durante a vida e que 6 a 10% delas estão abaixo dos 40 anos de idade. Infelizmente, muitas ainda não terão tido filhos no momento do diagnóstico enquanto outras ainda terão desejo de nova gestação.

Os avanços obtidos em oncologia nos últimos anos melhoraram significativamente o prognóstico de mulheres com câncer de mama, mas muitos dos tratamentos usados como a quimioterapia e a radioterapia podem afetar a fertilidade destas mulheres.  A boa noticia é que há opções seguras e eficazes disponíveis para manter a capacidade reprodutiva para aquelas que assim o desejarem. Entre as técnicas disponíveis, o congelamento de óvulos e embriões são as recomendadas segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM). Como para ambas é necessária estimulação dos ovários, sua realização deve preceder o início da quimio ou radioterapia.  Dessa forma, a avaliação de especialista em medicina reprodutiva e a disponibilização de informações adequadas sobre a preservação da fertilidade de modo a permitir decisão livre e esclarecida neste contexto são aspectos importantes na abordagem destas mulheres.

A percepção de que a realização de estímulo ovariano para preservação da fertilidade e a gravidez podem piorar o prognóstico do câncer permanece, apesar de não haver evidências científicas consistentes para apoiar essa noção. Estudos publicados mostram resultados tranquilizadores para gestações que ocorrem> 2 anos após o diagnóstico de câncer de mama. As melhores evidências publicadas sugerem que a gravidez após o câncer de mama não aumenta o risco de recorrência da doença, portanto, não deve ser proibida após o término do tratamento. Assim, a recomendação das principais sociedades de oncologia e medicina reprodutiva é que as mulheres sejam amplamente informadas e que oncologistas e especialistas em medicina reprodutiva trabalhem em conjunto para oferecer a melhor opção em termos de segurança e eficácia com manutenção da qualidade de vida destas mulheres.

Autora do texto: Márcia Mendonça Carneiro

Presidente do Comitê Científico de Endometriose da Sogimig