Você está em: Página Inicial > INGESTÃO DE ÁCIDO FÓLICO REQUER ATENÇÃO E CUIDADOS PARA PREVENIR PROBLEMAS

INGESTÃO DE ÁCIDO FÓLICO REQUER ATENÇÃO E CUIDADOS PARA PREVENIR PROBLEMAS

Médica alerta que eficiência do suplemento fica comprometida, quando ingerido somente durante gestação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, recentemente, uma recomendação que orienta sobre a ingestão do ácido fólico, ressaltando a importância da inserção antes da concepção e nos três primeiros meses da gravidez.  O CFM orienta para que os médicos  informem às pacientes sobre a necessidade do suplemento. A medida atende uma solicitação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) para alertar às mulheres sobre a correta ingestão da vitamina. Entretanto, segundo a ginecologista e membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas (Sogimig) Regina Amélia Aguiar, para ser alcançado benefício para o feto no que se refere aos defeitos do tubo neural é essencial que a ingestão comece antes da gestação.

Um levantamento feito pela Febrasgo com 494 mulheres, entre usuárias de planos de saúde e do SUS, revelou que 58% engravidaram sem planejar e só 13,8% receberam orientação e usaram ácido fólico no período. A pesquisa aponta que apenas 3,8% tomaram o suplemento na dose recomendada por dia. “Os dados mostram que as mulheres não conhecem os benefícios do ácido fólico e que não foram informadas sobre como e quando usar. Por isso, é importante que o alerta seja tanto para mulheres, quanto para médicos”, destaca.

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B que age no processo de propagação das células e na formação de proteínas estruturais da hemoglobina. Pode ser encontrado em sua forma natural em vegetais de folhas verde escuras, como couve, brócolis e espinafre, mas é mal absorvido pelo organismo. Por isso, a suplementação é a alternativa mais eficaz e prática para a mulher que deseja engravidar. “O consumo do ácido fólico pode reduzir em até 75% o risco de má formação no tubo neural do feto, ajudando na prevenção de anencefalia e da meningomielocele que apresentam como consequências paralisia de membros inferiores, incontinência urinária intestinal nos bebês, e diferentes graus de atraso mental e dificuldades de aprendizagem escolar nos casos da meningomielocele e a incompatibilidade com a vida no caso da anencefalia. É preciso tomá-lo o quanto antes. O ideal é que a ingestão se inicie assim que a mulher comece o planejamento para engravidar”, alerta a especialista.

Ela esclarece ainda que a quantidade ideal deve ser avaliada diretamente com o médico, mas fica em torno de 400 microgramas diários por meio de compridos. “É importante que os médicos informem às pacientes sobre o uso do ácido fólico, até mesmo, quando não estão pensando em engravidar, pois essa ingestão primária e preventiva já pode reduzir os casos, inclusive de partos prematuros”, informa.