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Belo Horizonte, 19 de novembro de 2009

Em busca do prazer perdido

Cerca de 50% das brasileiras têm alguma disfunção sexual, mas poucas procuram ajuda para superar o problema

Autor: Sogimig

Pampulha - Belo Horizonte - MG - 14/11/2009 - Bem estar - 22

Andréa Castello Branco

Quênia foi casada durante 18 anos e, depois de passar muito tempo sozinha, encontrou um novo amor. Com cinco anos de namoro, eles decidiram viver juntos, mas morar sob o mesmo teto não fez o bem que se esperava: o sexo esfriou. “Não havia mais desejo entre nós. Ele tinha saído de um casamento recente e estava cheio de traumas. E do meu lado começou haver uma frieza sexual também”, conta.

Ela não desistiu do relacionamento frente à situação e buscou ajuda para resolver o problema. Primeiro o casal procurou um psicólogo, mas não gostou. “Daí eu fui ao posto de saúde e falei que queria um sexólogo. Tudo foi resolvido sem precisar de remédios, só com as sessões com a sexóloga. Ela me ensinou algumas coisas e o resultado foi excepcional. No ano passado, nos casamos e somos um casal feliz”.

O relato de Quênia poderia ser o de muitas outras mulheres caso não houvesse tanto preconceito em lidar com as disfunções sexuais, em problema que vem atingindo um número cada vez maior de mulheres, que sofrem caladas por falta de informação. E não é pouca gente que tem algum distúrbio: o transtorno afeta cerca de 50% das brasileiras, de acordo com dados do “Estudo da Vida Sexual do Brasileiro”, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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