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PRÁTICA ESPORTIVA E GESTAÇÃO PODEM AFETAR ASSOALHO PÉLVICO

A prática esportiva e a gravidez são situações de extrema importância para a mulher, contudo, requerem alguns cuidados com a musculatura. A fisioterapia preventiva é recomendada para fortalecer a região durante a gravidez e também no pós-parto, pois o assoalho pélvico é o conjunto de músculos com a função de auxiliar na sustentação de alguns órgãos, como a bexiga, útero e intestino, além do bebê durante a gestação.
A diretora científica da Sogimig (Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais) Cláudia Lourdes Laranjeira explica que o assoalho pélvico é formado por músculos conectados por ligamentos, responsáveis pela sustentação, contenção e suspensão dos órgãos pélvicos. A perfeita ligação da musculatura é fundamental para o funcionamento adequado do organismo, sendo responsável por garantir a continência urinária, fecal e a função sexual. Durante a gestação e o parto, normal ou cesárea, os músculos ficam sobrecarregados, podendo causar desequilíbrio da musculatura por lesões mecânicas ou neurológicas.
É importância a mulher conhecer os detalhes de seu próprio corpo e também receber orientação médica sobre como melhorar o desempenho do assoalho pélvico. O tema será discutido no “VIII Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia”, entre os dias 13 e 16 de maio, no Minascentro, em Belo Horizonte. Cláudia participará do evento para alertar que a prática esportiva de alto impacto pode sobrecarregar o fortalecimento de alguns músculos e o enfraquecimento de outros que não são trabalhados. O desequilíbrio das forças musculares do assoalho pélvico pode gerar algumas disfunções.
A sobrecarga gerada por uma gestação e as mudanças hormonais, inclusive com o aumento do volume abdominal e o ganho de peso excessivo, também podem levar a um enfraquecimento da musculatura perineal. “Os partos vaginais cirúrgicos com uso de fórceps levam a lesões musculares e neurológicas mais graves que aqueles não instrumentalizados ou cesáreas. As lesões causam incontinências e dor na relação sexual, que podem ser reversíveis após o primeiro ano de pós parto”, observa Claudia.
A fisioterapia é recomendada para prevenção das complicações na área pélvica, tanto na gestação, quanto na prática de atividades esportivas. O tratamento consiste no conhecimento da própria musculatura ao alterar o treinamento dos grupos musculares com exercícios específicos e orientação postural. “A reeducação dos músculos do assoalho pélvico pode tratar as disfunções e acabar com os incômodos. O melhor funcionamento dessa estrutura é garantido com o uso de vários recursos, como os exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho”, afirma Claudia.