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Benefícios do orgasmo

Com parceiro ou não, é possível alcançar o ápice sexual, que dura de 8 a 10 segundos. O orgasmo gera uma descarga elétrica de até 244 milivolts e garante benefícios para a saúde

Os benefícios físicos e psicólogos do orgasmo são amplamente estudados pela comunidade científica.  Já se sabe que o momento de maior prazer sexual é capaz de aliviar a tensão e as dores, melhorar o sono, diminuir o estresse, reduzir complicações cardíacas, fortalecer a imunidade e promover a longevidade. Conforme publicação do The Journal of Sex Research, no caso de casais heterossexuais, o clímax feminino estimula o parceiro a se sentir mais viril e realizado sexualmente.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que 55,6% das brasileiras têm dificuldade para chegar ao orgasmo. As principais causas são bloqueio para se excitar (67%) e dor durante a relação sexual (59,7%). “Apesar de ser considerado um tabu, o orgasmo é extremamente benéfico. No caso das mulheres, estudos atuais relacionam a prática a melhores resultados em tratamentos de ansiedade, depressão ou dependências. Durante o orgasmo, ocorre um aumento do fluxo de sangue e de oxigênio no cérebro, nutrientes muito benéficos”, explica a ginecologista e diretora da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) Thelma de Figueiredo e Silva.

As fases do ato sexual se dividem em desejo, excitação e orgasmo. No primeiro momento, não se observa alterações no corpo. É na fase posterior que o sistema nervoso libera uma substância chamada acetilcolina e provoca uma congestão sanguínea nos órgãos sexuais. “Se na excitação acontece o inchamento da vagina e do pênis, no orgasmo ocorre o oposto, pois a noradrenalina provoca a contração dos vasos sanguíneos. É uma descarga explosiva de tensões neuromusculares, manifestação máxima da experiência sexual”, afirma Thelma.

O orgasmo não se manifesta da mesma forma em mulheres e homens e, mesmo sem um parceiro, é possível alcançar o ápice sexual. A médica recomenda conhecer o próprio corpo para explorar todas as possibilidades. “Nos últimos anos, as inovações na medicina têm colaborado para melhor satisfação sexual. Hoje, já é possível diminuir ou aumentar os lábios vaginais e recorrer a uma variedade de procedimentos cirúrgicos no pênis”, detalha.

O mais importante é manter a saúde mental e física em ordem e conhecer a si mesmo. Segundo a ginecologista, muitos desconhecem as zonas erógenas e não sabem como estimulá-las e, por isso, nunca contemplaram o orgasmo. “Infelizmente, ainda existe uma censura sobre tocar o próprio corpo e se deixar ser tocado. Em alguns casos, traumas na infância, educação rígida e até mesmo problemas de autoestima impedem o orgasmo. A receita para uma vida sexual plena envolve diálogo e autoconhecimento”, esclarece.

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