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Síndrome do ovário policístico atinge uma a cada cinco mulheres em idade fértil

Acúmulo de cistos no ovário, como se fossem “bolsinhas”, desestabiliza o ciclo menstrual, dificulta gravidez, pode levar a diabetes tipo 2 e um maior risco de câncer de endométrio

A síndrome do ovário policístico, conhecida pela sigla (SOP), é um distúrbio hormonal que provoca formação de cistos nos ovários, podendo atrapalhar o pleno funcionamento do sistema reprodutor e dificultar a gravidez. Um dos sintomas mais conhecidos da SOP é a irregularidade menstrual, principalmente entre adolescentes. Os fatores que desenvolvem o trastorno não são totalmente conhecidos, mas a causa genética explica porque irmãs e filhas de mulheres, portadoras da síndrome, têm 50% de chance de desenvolver o problema.

É bastante aceita a teoria que associa a patologia à produção de insulina em excesso pelo organismo. É por isso que pacientes com síndrome do ovário policístico têm maior risco para diabetes. “Os estudos atuais sugerem que mais da metade das mulheres com SOP terão diabetes ou pré-diabetes, antes dos 40 anos de idade”, alerta a diretora da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) Thelma de Figueiredo e Silva. Em condições normais, as células respondem à ação da insulina, absorvendo glicose para gerar energia ou para armazenamento. Em situação adversa, a resistência insulínica determina o erro no desenvolvimento dos folículos no ovário e a produção de testosterona em excesso. “As mulheres com cistos têm tendência a acne, crescimento excessivo de pelos, manchas na pele e queda de cabelo, entre outras características”, conta.

A descoberta precoce reduz o risco de complicações e, apesar de ser comum, a síndrome se manifesta de diferentes formas e requer tratamento individualizado. A ginecologista salienta que um dos impactos da SOP é a prevalência de altos níveis de LDL (colesterol ruim) e baixos níveis de HDL (colesterol bom), representando maior risco de infarto e hipertensão arterial. “Além do controle com pílulas, por exemplo, com implantes que protegem os ovários contra a formação de microcistos e diminuem os níveis de testosterona e de insulina, é importantíssimo a prática de exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada”, afirma. Ela explica que, no caso de pacientes que desejam engravidar, é necessário, no primeiro momento, o uso de anticoncepcionais hormonais para regularizar a menstruação e diminuir os cistos e o volume ovariano. Depois, o contraceptivo deve ser substituído por hormônios que estimulem a ovulação.

O diagnóstico envolve a análise de sintomas – irregularidade menstrual, aumento de pelos em regiões como queixo, mamas e abdome, oleosidade e acnes –, exames laboratoriais e ultrassom. A especialista alerta que muitas pessoas confundem a SOP com cisto no ovário. Não é a mesma coisa. “São dois problemas diferentes. Na síndrome de ovário policístico, ocorre uma disfunção hormonal, com maior produção de testosterona. No cisto, acontece uma formação preenchida por líquido que aparece no ovário por causa da ovulação ou alguma desordem ginecológica”, comenta.

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