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SOGIMIG alerta: gestantes devem ter cuidado com o sarampo

Algumas regiões do Brasil voltaram a sofrer com surtos de sarampo. Em Belo Horizonte, desde o dia 21 deste mês, aproximadamente 20 unidades de saúde já foram fechadas por suspeitas de casos da doença. Além disso, em São Paulo, estado vizinho, houve o primeiro registro de morte por sarampo desde 1997. Especialistas afirmam que a volta da doença é decorrente de uma “importação” do vírus e de um relaxamento da população em relação a vacinação. A situação é preocupante, para uma parcela da população que não pode se vacinar: a gestante. Por isso, a Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), alerta para os cuidados que devem ser tomados pelas futuras mamães para evitar a doença.

De acordo com a diretora da instituição, Inessa Beraldo, a vacina é contraindicada durante a gestação, pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. “A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações”, afirma. O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que faça planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada, para se proteger e proteger o bebê.

Quais são os sintomas de sarampo na gravidez?

O início do sarampo pode ser confundido com uma gripe ou outra doença viral, causando febre acima de 38°C, com uma tosse seca e persistente. Pode aparecer dor de garganta e dores musculares, acompanhadas de cansaço excessivo. Em seguida, surgem manchas vermelhas na pele que, geralmente, aparecem primeiro no rosto, se espalhando pelo corpo em direção aos pés.

As manchas do sarampo não causam coceira, como é comum em outras doenças, como a dengue ou a rubéola, e permanecem por no mínimo três dias. Algumas gestantes também podem apresentar lesões dolorosas na boca e conjuntivite ou vermelhidão nos olhos.

Quais são os riscos do sarampo na gravidez?

Devido à queda natural da imunidade durante a gestação, as grávidas são mais suscetíveis a terem complicações em um contágio de sarampo. Os principais riscos são:

  • acometimento do sistema nervoso central;
  • infecções secundárias, como pneumonia e obstrução das vias aéreas;
  • parto prematuro;
  • risco aumentado de aborto espontâneo.

Como prevenir uma contaminação por sarampo?

A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacinação. No entanto, outros cuidados de higiene e manuseio de objetos podem ajudar as grávidas a se prevenirem:

  • evitar o contato com pessoas que venham de outros países, especialmente aqueles que registraram casos recentes da doença — nem todos os países vacinam sua população em massa, como ocorre no Brasil;
  • lavar frequentemente as mãos usando álcool em gel 70% — o que também ajuda na prevenção de outras doenças, como a gripe;
  • não ter contato com pessoas doentes;
  • evitar coçar os olhos e levar a mão à boca e ao nariz.

Como tratar o sarampo na gravidez?

Como em qualquer outra ocorrência na saúde da gestante, o tratamento do sarampo deve ser acompanhado pelo médico obstetra, para que ele avalie a melhor forma de tratar os sintomas sem comprometer a saúde do bebê e o andamento da gestação. Geralmente, o mais indicado para tratar a febre e as dores é o paracetamol, que só deve ser tomado com indicação médica.

Em alguns casos, o médico pode indicar o uso de um soro com anticorpos contra o sarampo. Esse medicamento ajuda o corpo a combater a doença e não representa riscos para a grávida ou para o bebê. Mas é sempre importante frisar: só pode ser usado com prescrição médica.

É possível baixar a febre e reduzir os desconfortos dos sintomas sem o uso de remédios, com algumas medidas simples:

  • tomar banho morno ou frio;
  • evitar locais quentes e o excesso de roupas;
  • usar roupas de algodão, como um moletom — elas ajudam a pele a transpirar melhor e a regular a temperatura corporal;
  • não se cobrir com edredons e cobertas pesadas, apesar da sensação de frio que a febre pode trazer;
  • se manter bem hidratada;
  • fazer compressas de água fria na testa;
  • ficar em repouso — a febre acelera os batimentos cardíacos e pode aumentar a sensação de cansaço.