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1º de dezembro com alertas da SOGIMIG e novidade no combate à AIDS entre as mulheres

Às vésperas do Dia Mundial de Combate à AIDS, a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG) alerta para a importância dos procedimentos de prevenção ao contágio do vírus HIV, principalmente no que diz respeito às mulheres. A entidade reitera ser imprescindível o uso de camisinha nos atos sexuais, o não compartilhamento de seringas e a prevenção da transmissão vertical que é o contágio entre mães e fetos durante a gravidez, parto ou amamentação.

No Brasil, foram realizados 592.914 diagnósticos de 1980 até junho de 2010, dos quais 385.818 foram referentes ao sexo masculino e 207.080, ao feminino. Essa distância entre o número de infectados homens e mulheres vem diminuindo todos os anos. A SOGIMIG lembra que segundo a UNIAIDS, programa das Nações Unidas para o combate à doença, todas as semanas, cerca de 5.500 jovens entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV no mundo. Dados do Governo Federal brasileiro mostram que atualmente mais de 630 mil pessoas vivam com AIDS no Brasil e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro. De todas as mortes causadas pela AIDS no Brasil até 2012, 28,4% ocorreram entre mulheres.

Transmissão vertical

Quanto à transmissão vertical, a SOGIMIG alerta que é obrigatório por lei que toda grávida faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas do pré-natal. Se negativo, o teste é repetido no terceiro trimestre de gestação. Tendo descoberto a presença do vírus no pré-natal, ou antes dele, a gestante segue com os exames normais, como ultrassonografias periódicas.  Existem estudos que demonstram risco adicional de 7% a 22% de transmissão vertical por amamentação. A gestante recebe medicação para inibição da lactação e o Ministério da Saúde fornece gratuitamente fórmula láctea infantil ao recém-nascido.

A UNAIDS aponta ainda que vem crescendo o número de mulheres aidéticas na faixa de 15 a 19 anos e também acima dos 60. Na última década, no Brasil, foi registrado um aumento de 103% no número de casos de AIDS entre pessoas idosas, conforme dados do Ministério da Saúde.

Novidades

No início de novembro, o UNAIDS, divulgou resultados de novos estudos que apontam a eficácia de um medicamento que previne o HIV entre mulheres. A entidade relata que injeções de ação prolongada do antirretroviral cabotegravir aplicadas em mulheres na África Subsaariana foram 89% mais eficiente que os comprimidos diários de profilaxia pré-exposição (PrEP). O ensaio envolveu mais de 3.200 mulheres com idades entre 18 e 45 anos que estavam em maior risco de contrair o HIV em Botswana, Quênia, Malaui, África do Sul, Eswatini, Uganda e Zimbábue.

A UNAIDS, em seu site, afirma que os resultados do estudo são muito importantes, pois mais métodos para prevenir o HIV entre as mulheres são urgentes.  Segundo a entidade, o desenvolvimento de métodos alternativos aumentará a aceitação de opções de prevenção ao HIV e reduzirá novas infecções.

1º de Dezembro

Em 1º de Dezembro de 1988 a OMS lançou o Dia Mundial de Combate à AIDS. A data tem como objetivo divulgar informações sobre formas de prevenção, quais as características e os tratamentos existentes. As atividades desenvolvidas em todo o mundo lançam também mensagens de esperança e solidariedade para todos os povos.