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Novo modelo de classificação de risco para gestantes assinado entre governo do estado e sogimig

Acordo irá permitir melhor acompanhamento das grávidas mineiras e poderá reduzir casos de mortalidade materna

 

Foi assinado pelo secretário de saúde do Estado de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, na sede da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas (Sogimig) a nova Estratificação de Risco da Gestante. Segundo a obstetra e diretora da Sogimig, Inessa Beraldo de A. Bonomi, o objetivo desse novo modelo de classificação é garantir que as gestantes de risco tenham acompanhamento ainda mais qualificado e seguro. “A Estratificação de Risco é o resultado de um trabalho antigo da Sogimig. Nesse novo modelo, teremos além do risco habitual e do alto risco, o médio e o muito alto risco, tornando o atendimento às gestantes mais assertivo e qualificado e contribuindo na redução da mortalidade neonatal e, principalmente, materna em Minas Gerais”, informa.

Dados colhidos pelo Ministério da Saúde apontam redução na mortalidade materna em Minas Gerais. De acordo com a pesquisa, em 2011 foram 32,09 óbitos a cada grupo de 100 mil nascidos vivos, número 29% menor que os 44,69 para cada 100 mil nascidos vivos apurados em 2010. Quase 50% dos casos de morte materna estão relacionados às chamadas causas obstétricas diretas, que são aquelas que resultam de complicações obstétricas na gravidez, parto e puerpério, devidas a intervenções, omissões, tratamento incorreto ou de uma sequência de eventos resultantes de qualquer uma destas situações ou as hemorragias, as infecções, as complicações das doenças hipertensivas e o aborto, além das complicações tromboembólicas e acidentes anestésicos. “Mesmo Minas Gerais apresentando redução na mortalidade materna, ela ainda é muito alta e é preciso avançar e investir na melhoria da assistência à gravidez, parto e puerpério para diminuir os números. Percebemos que a maioria das causas que leva à mortalidade materna poderia ser evitada e tratada com uma assistência adequada à mulher. A nova classificação de risco da gestante irá permitir a realização de um trabalho em rede entre todas as esferas que tratam e acolhem as grávidas em Minas, desde os Centros de Saúde e os Centros Viva Vida até mesmo em hospitais e maternidades”, afirma Inessa.

Outra conquista permitida pela nova classificação são o resgate dos programas de educação em saúde que serão oferecidos aos profissionais e às gestantes nos Centros de Saúde e nos Centros Viva Vida em todo o estado. “Serão realizados diversos cursos e palestras com o objetivo de capacitar e de treinar profissionais que atuam no atendimento primário e secundário da gestante, para um acompanhamento mais adequado de acordo com a classificação de risco de cada uma. Da mesma forma será incentivado o retorno dos grupos operativos, para orientar e informar melhor as gestantes, com objetivo principal da promoção da saúde”, ressalta a especialista.

Na ocasião também serão lançadas cartilhas informativas de Atenção à Saúde da Mulher que serão distribuídas em todo o estado.